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Discípulos de Tite, Carille e Roger brigam pelo título no Paulistão

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Técnicos dos finalistas Corinthians e Palmeiras aprenderam muito e se espelham no treinador da seleção brasileira

Fábio Carille, do Corinthians, e Roger Machado, do Palmeiras, têm mais coisas em comum do que fazer parte de uma nova geração de treinadores com futuro promissor e o sonho de conquistar o Paulistão deste ano. Muito do que são hoje, ambos devem aos ensinamentos de Tite.

Tanto o comandante do Corinthians quanto o técnico do Palmeiras admitem com orgulho que se espelham no treinador da seleção brasileira. Apesar de terem trabalhado com dezenas de outros técnicos, Tite é quem parece ter ensinado mais a dupla. Um reflexo do “legado” deixado pelo comandante do Brasil é a organização tática dos dois em seus times. Eles gostam de mais solidez na defesa.

Carille foi auxiliar de Tite no Corinthians. Conviver com ele no dia a dia fez com que pegasse alguns vícios e métodos de seu trabalho. O técnico corintiano muitas vezes dá declarações parecidas com as de seu mentor.

O corintiano não é de fazer mistério com escalação e gosta de comandar “treinos fantasmas” – ensaiar a formação titular sem equipe reserva. “Sou muito parecido com o Tite no lado emocional e mais tranquilo também. É uma pessoa que respeito muito”, disse Carille.

A relação de Roger Machado com Tite teve início nos tempos em que ele era lateral-esquerdo do Grêmio. O treinador já percebia sua personalidade para ser técnico, tanto que, ainda na época de jogador, lhe deu um disquete com um programa de tática para montar treinamentos em 3D. O presente é utilizado como um troféu pelo chefão palmeirense até hoje.

“Gostava de ver a forma como o Tite trabalhava e projetava que, se um dia eu virasse treinador, teria aquelas características em meu trabalho”, explicou o treinador do Palmeiras.

Tite tinha tanta confiança e orgulho em seu aluno Roger que o indicou para substituí-lo no Corinthians, em 2015, e deu boas referências também ao pessoal do Palmeiras quando o time alviverde decidiu contratá-lo, no fim do ano passado.

Uma outra característica absorvida por eles do trabalho do comandante da seleção e utilizada agora por ambos é explorar ao máximo a parte tática nos treinos. Raramente há atividades recreativas como rachão. Em vez disso, preferem trabalhar as fragilidades de cada setor da equipe nos treinamentos e não têm o menor pudor em poupar seus principais jogadores em caso de desgaste.

Carille e Roger também têm um relacionamento com os atletas quase de pai para filho. Dão bronca quando necessário e passam a mão na cabeça nos momentos complicados. Assim, Tite ganha fãs por onde passa. Seus pupilos tentam o mesmo.

Em paz. Tite não deve ir hoje à Arena Corinthians nem ao Allianz Parque domingo da semana que vem, mas deverá assistir aos jogos finais pela TV, segundo pessoas próximas a ele.

Na quinta-feira, Carille e Roger foram até a sede da Federação Paulista para uma reunião sobre a decisão do Estadual e mostraram simpatia e cordialidade recíproca. Eles ficaram cerca de 30 minutos conversando e depois foram embora juntos, com o treinador corintiano dando carona ao palmeirense.

Verdão cobra R$ 14mi da WTorre por jogos fora do Allianz

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Depois de alguns meses de paz, Palmeiras e WTorre voltaram a viver um clima de tensão. Tudo por causa da utilização do Allianz Parque. Na última terça-feira, o Verdão não pôde disputar a semifinal do Paulistão em seu estádio por causa de um show do Depeche Mode. E, como em todos os outros jogos como mandante longe do Allianz, o Verdão não recebeu a multa prevista em contrato.

O Blog apurou que, nas contas do clube, a WTorre já deve R$ 14 milhões. Segundo o contrato entre as partes, toda vez que o Palmeiras não puder atuar em seu estádio por causa de eventos, a WTorre é obrigada a pagar uma multa equivalente à metade da renda bruta do jogo.

Na terça-feira, por exemplo, os 34.743 pagantes que estiveram no Pacaembu garantiram uma arrecadação total de R$ 1.327.610,00. Ou seja, a construtora teria de depositar pouco mais de R$ 663 mil ao Verdão. Nem essa multa, nem todas as outras desde a inauguração do Allianz, foram repassadas, totalizando R$ 14 milhões.

Mas as partes já haviam passado a se olhar diferente antes do aumento da dívida. Os problemas começaram 15 dias atrás, quando a construtora emitiu nota acusando o Palmeiras de não se esforçar para mudar a data da partida contra o Novorizontino, o que inviabilizaria sua realização no Allianz – havia um evento para cinco mil convidados do Banco do Brasil na terça-feira (20/03).

O Verdão não respondeu aos ataques de maneira pública. Internamente, o presidente Maurício Galiotte explicou aos mais próximos que foi a Globo quem determinou as datas e horários das quartas de final. Porém, a PM cobrou mudanças na tabela em nome da segurança e o Palmeiras teve seu jogo adiado para quarta, permitindo que o time de Roger Machado jogasse em casa.

Nesta semana, no entanto, um outro evento impediu o duelo com o Santos de ser realizado no Allianz. O Palmeiras também não fez qualquer manifestação oficial, mas lamentou a impossibilidade. Curiosamente, não houve qualquer comunicado da construtora desta vez.

Fonte: Blog do Jorge Nicola

Final do Paulista de 2018 será a primeira com torcida única nos estádios

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A final entre Corinthians e Palmeiras será a primeira do Campeonato Paulista disputada com torcida única.

Apesar da oposição dos presidentes dos clubes, o Ministério Público, a Secretaria de Segurança Pública e a Federação Paulista de Futebol não abrem mão da medida, implementada em abril de 2016, que determinou a presença apenas dos torcedores do mandante nos clássicos.

Nas últimas duas temporadas, a final contou com as duas torcidas porque envolveu Santos e Audax, em 2016, e Corinthians e Ponte Preta, na edição do ano passado.

O veto foi implementado após confronto entre integrantes das torcidas Mancha Alvi Verde, do Palmeiras, e Gaviões da Fiel, do Corinthians, que deixou dezenas de feridos e uma pessoa morta.

A primeira partida da decisão será neste sábado (31), às 16h30, no Itaquerão. A segunda foi marcada para 8 de abril, no Allianz Parque.

Se o Corinthians for campeão, vai levantar o troféu sem nenhum torcedor da equipe presente no estádio.

“Eu sou contra [torcida única]. Mas não adianta eu discutir esse assunto com o Maurício [Galiotte, mandatário do Palmeiras] agora. Está na véspera do jogo. O que a gente pode fazer é discutir esse assunto com as autoridades”, afirma Andrés Sanchez, presidente do Corinthians.

Era a mesma posição adotada por seu antecessor Roberto de Andrade, que deixou o cargo em fevereiro deste ano. Ele admitia que os clubes eram impotentes para reverter essa situação, já que havia um consenso entre as autoridades do Estado a respeito do assunto.

“É difícil porque cada vez que há uma reclamação quanto à torcida única, o Ministério Público apresenta números de que caiu o número de casos de violência no futebol. Para o espetáculo, acredito que tem de ter as duas torcidas. Dependemos da Polícia Militar e da Secretaria de Segurança Pública”, disse o presidente do Palmeiras.

Estatísticas

Foi registrado também a melhora das médias de públicos em clássicos desde que a medida foi implantada. O crescimento foi de 24%.

Segundo dados oficiais, na comparação entre 20 partidas antes e depois da adoção da torcida única, o número de confrontos entre organizadas caiu de 16 para 8.

“No curto prazo, a volta da torcida visitante em clássico é irreversível”, afirma o promotor Paulo Castilho, do Ministério Público paulista.

Isso não impediu casos de violência. Em 4 de março deste ano, o corintiano Danilo da Silva dos Santos foi morto em confronto com santistas em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Naquele dia, Santos e Corinthians se enfrentaram no Pacaembu pelo campeonato Estadual.

A polícia do Rio de Janeiro tentou implantar a medida também no futebol carioca, mas encontrou oposição dos dirigentes. A Justiça derrubou a decisão apoiada pelo Ministério Público.

“Isso não resolve o problema da violência. O que resolve é a punição rigorosa desses criminosos que causam tumulto e que eles sejam impedidos de entrar nos estádios. Existem brigas entre torcedores do mesmo time”, opina o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello.

Fonte: Fox Sports

Cássio e Jailson se enfrentam em alta e acendem até debate sobre seleção

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A primeira final do Campeonato Paulista, neste sábado (31), na Arena Corinthians, colocará frente a frente goleiros que foram heróis nas sofridas classificações de suas equipes na semifinal e chegam com o moral lá em cima para os clássicos decisivos. O corintiano Cássio e o palmeirense Jailson são dois dos principais personagens do duelo e chegam até a protagonizar entre torcedores um debate sobre seleção brasileira.

O começo de ano instável de Cássio, com falhas e desempenho abaixo do apresentado em 2017, resultou na perda da vaga na seleção brasileira na última lista de Tite antes da relação final para a Copa do Mundo. Além do titular Alisson e do reserva imediato Ederson, o treinador preferiu chamar Neto, do Valencia, como terceiro goleiro – posto que vinha sendo de Cássio em convocações do ano passado.

Agora, o camisa 12 novamente começa a se destacar no Corinthians. Diante do São Paulo, no duelo que garantiu o time na final contra o Palmeiras, ele defendeu os chutes de Diego Souza e Liziero na disputa por pênaltis. As boas exibições recentes apontam para a retomada do nível mostrado em 2017, quando recuperou a vaga de titular de Walter. Em melhor forma e mais ágil, o goleiro foi um dos líderes da equipe em momentos decisivos, com defesas importantes nas campanhas vitoriosas do Paulista e do Brasileiro.

Do lado alviverde, Jaílson vem em uma trajetória excepcional. Em 2014, o goleiro estava na reserva do Ceará quando foi contratado pela equipe paulista. Superou a desconfiança e brilhou nas oportunidades que teve para substituir Fernando Prass em 2016 e 2017, botando o ídolo no banco no ano passado.

Uma lesão rara na região do quadril, porém, o tirou de ação no segundo semestre e colocou um ponto de interrogação sobre seu futuro no clube, que contratou o campeão olímpico Weverton do Atlético-PR por não confiar plenamente nas capacidades físicas de seus dois goleiros veteranos.

O 2018 de Jailson, porém, vem sendo extraordinário. O técnico Roger Machado surpreendeu ao anunciá-lo como titular desde o início da temporada, e ele tem correspondido com atuações gigantes no gol alviverde.

Na semifinal contra o Santos, fechou o gol no jogo de ida e pegou o pênalti decisivo de Diogo Vitor na disputa da partida de volta. Isso tudo depois de só conseguir atuar graças a um efeito suspensivo concedido pelo TJD, já que ele ainda tem um jogo a cumprir do gancho de três partidas recebido por incidentes no clássico contra o Corinthians, em fevereiro.

Jailson, aliás, corre o risco de ficar fora da segunda partida da decisão caso o TJD, que julga seu recurso na terça-feira (3), não diminua sua pena. O Palmeiras, porém, ainda pode recorrer ao STJD e pedir novo efeito suspensivo para garantir seu titular na finalíssima. O certo é que, pelo menos neste sábado, ele e Cássio protagonizarão um duelo particular de gigantes na Arena Corinthians.

Fonte: UOL

Há 19 anos, última final Corinthians x Palmeiras acabou em briga histórica

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Corinthians e Palmeiras voltarão a se enfrentar em uma final de Campeonato Paulista neste sábado (31), em Itaquera, depois de 19 anos sem decisões entre os arquirrivais. O reencontro traz à tona as histórias que tornaram o confronto de 1999, o último entre eles valendo o troféu do estadual, um dos mais emblemáticos da história do clássico.

À época, Corinthians e Palmeiras também decidiram uma vaga na semifinal da Libertadores semanas antes da final do Paulistão, com vitória alviverde nos pênaltis. O duelo intenso na competição continental acirrou os ânimos e criou o ambiente hostil para a decisão vencida pelo Corinthians.

A última final entre os rivais, dessa forma, acabou marcada por uma briga generalizada em campo depois que o atacante Edilson empatou o jogo no Morumbi aos 29 minutos do segundo tempo e fez embaixadinhas em seguida – o 2 a 2, àquela altura, praticamente definiu o título para o Corinthians, que havia vencido o Palmeiras por 3 a 0 no jogo de ida.

Conheça agora algumas histórias ligadas à decisão de 19 anos atrás:

Secada corintiana

Eliminado pelo Palmeiras nas quartas de final da Libertadores, o Corinthians teve de assistir ao título continental do rival pela televisão. O jogo do título contra o Deportivo Cali-COL, por coincidência, foi disputado entre as duas finais do Estadual. Depois de fazer 3 a 0 na ida e ter uma semana inteira para descansar, o time corintiano não escondeu que “secou” o Palmeiras contra os colombianos. As declarações de Edilson sobre o tema causaram indignação no elenco palmeirense, com reclamações públicas de Luiz Felipe Scolari e do lateral direito Arce.

“Guerra” começou semanas antes

Se engana quem pensa que o clima de animosidade foi criado apenas quando Edilson resolveu fazer as famosas embaixadinhas no centro do gramado do Morumbi, logo após o reinício de jogo. Ela começou ainda no mata-mata da Libertadores. Durante a semana que antecedeu o clássico na final do Paulistão, jogadores dos dois times trocaram farpas públicas por meio da imprensa.

Os atletas palmeirenses acusaram os corintianos Vampeta e Marcelinho de violência após faltas cometidas no jogo de ida. E não deixaram barato: Júnior Baiano, por exemplo, disse que o Palmeiras poderia mandar o time reserva para a partida decisiva, já que o título da Libertadores tinha sido conquistado na quarta-feira anterior à finalíssima. Rincón rebateu e disse que nem comemorou o título paulista como jogador alviverde em 1994 porque se identificava mais com o Corinthians.

Goleiro reserva mergulhou no túnel

Uma das cenas mais impressionantes da briga generalizada em campo teve com protagonista o goleiro reserva Renato e o zagueiro Roque Júnior. Segundos depois do início da confusão, Edilson passou a ser perseguido pelo defensor palmeirense.

É aí que entra a participação do arqueiro alvinegro, que agarrou Roque pelas costas e o jogou no chão. O zagueiro, porém, logo se levantou e começou a perseguir Renato. A única alternativa do corintiano para escapar dos socos foi se jogar no acesso ao túnel do vestiário. Embora tenha caído de uma altura de três metros, Renato não se machucou.

Ovacionado pela torcida e condenado pelos companheiros

Por causa da briga, o final entre Corinthians e Palmeiras não teve apito final do árbitro Paulo César de Oliveira, que achou inseguro reiniciar o jogo. O time corintiano foi declarado campeão – Gamarra erguer a taça no gramado. Edilson, o grande protagonista da confusão, não escapou das críticas dos próprios companheiros.

Ricardinho disse que o atacante “não poderia ter feito o que fez”. Na saída do estádio, porém, Edilson viu seu carro ser cercado por torcedores. Empolgados com o título e o gol marcado pelo jogador, os corintianos elogiaram a atitude e gritaram palavras a favor do corintiano.

Briga abriu espaço para Ronaldinho Gaúcho na seleção

A atitude de Edilson, entretanto, também foi reprovada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, então à frente da seleção brasileira. Menos de quatro horas depois da briga, o atacante foi cortado da lista de convocados para a Copa América. Em seu lugar, Luxemburgo, com a ajuda de Candinho, decidiu dar a primeira chance a Ronaldinho Gaúcho na seleção.

Ronaldinho, como era chamado em 1999, tinha brilhado no título gaúcho do Grêmio sobre o Inter no mesmo dia das embaixadinhas de Edilson no Morumbi. Na Copa América, o meia deu início à trajetória de sucesso na seleção, com um golaço contra a Venezuela.

Expulsões? Só multa. E pior para Paulo Nunes

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Uma briga desses proporções, capaz até de colocar ponto final num jogo tão grande resultaria numa série de cartões vermelhos, certo? Errado. O árbitro Paulo César de Olveira não expulsou um jogador sequer. Quatro dias depois, Edilson e Paulo Nunes foram multados pela Federação Paulista de Futebol (FPF), sem nenhuma suspensão.

O palmeirense levou a pior. Ele teve de desembolsar R$ 30 mil (R$ 98 mil nos dias atuais, corrigidos pela inflação), por dizer a seguinte frase: “Deixa o Paulistinha para eles”. Edilson recebeu uma multa de R$ 20 mil (R$ 65 mil hoje), por ato irresponsável. O Corinthians ajudou o atacante a pagar a quantia. O Palmeiras, por sua vez, não auxiliou Paulo Nunes.

Paulo Nunes arrependido. Edilson, não

O atacante palmeirense, embora fosse um dos mais exaltados na confusão, se disse arrenpendido pela provocação aos corintianos. Vale lembrar que Paulo Nunes liderou uma transformação dos jogadores alviverdes, que apareceram de cabelos verdes no dia de decisão. Além disso, o camisa 7 levou a faixa de campeão da Libertadores para o gramado após a briga.

Já Edilson, ainda no Morumbi, não mostrou remorso: “Se o Palmeiras não aceita uma provocação, não posso fazer nada”, disse o atacante corintiano antes de ser cortado da seleção brasileira por Luxemburgo.

Turma do deixa-disso e faixa pra Jesus

Houve quem se manteve calmo, apesar de tantos socos e pontapés em campo. Do lado do Corinthians, Gamarra, Vampeta e até Marcelinho Carioca, conhecido pelas polêmicas, tentaram acalmar os ânimos. Do lado palmeirense, Arce, Rogério e Alex fizeram o mesmo. Em um momento, durante a comemoração, até uma faixa com a palavra ‘Jesus’ foi estendida no gramado do Morumbi.

Corinthians vira “campeão do século”

O título no Morumbi serviu para o Corinthians colocar frente no Palmeiras em relação aos títulos do Campeonato Paulista. O time alvinegro na ocasião levantou o troféu pela 23ª vez, contra 21 conquistas palmeirenses na competição. No penúltimo ano do século 20, os palmeirenses não poderiam, assim, mais alcançar os corintianos, que garantiram a hegemonia no período. Hoje, o Corinthians soma 28 conquistas do Estadual. O Palmeiras tem 22 taças do Paulistão.

O reencontro dos rivais

Menos de três meses depois, Corinthians e Palmeiras voltaram a se enfrentar pela primeira fase do Campeonato Brasileiro. Líder da competição e atual campeão, o time corintiano acabou derrotado por 4 a 1, com gols de Rogério, César Sampaio, Alex e Paulo Nunes – Luizão descontou para o Corinthians, que seria novamente campeão brasileiro em dezembro. No ano seguinte, os rivais se enfrentaram novamente na Libertadores. Na disputa por uma vaga na final, deu Palmeiras nos pênaltis de novo – com direito à histórica defesa de Marcos em pênalti cobrado por Marcelinho.

Fonte: UOL

Heróis na semi, Cássio e Jailson fazem dos clubes as suas seleções

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Goleiros travarão duelo particular na final do Campeonato Paulista. Ídolos e em grande fases, representam todo o sentimento que estará envolvido no Dérbi deste sábado

Pelo menos no gol, a final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Palmeiras estará muito bem representada. Cássio e Jaílson simbolizam a segurança de corintianos e palmeirenses de que o outro terá de sofrer para conquistar o caneco. Cada um a seu modo, os donos da meta fizeram dos clubes as suas seleções. Decisivos nas semifinais, agora eles duelam para saber quem leva a melhor em uma relação mais próxima do que se imagina.

Cássio e Jaílson são adversários, goleiros de clubes que ostentam uma das maiores rivalidades do país, mas isso não impede o clima de cordialidade. A cada jogo.

– Jailson é um cara superbacana, sempre que encontrei com ele foi um cara muito bacana, troco camisa com ele todo jogo. Fico muito feliz, acompanhei a história dele. Cara que trabalhou, e quando você trabalha, é um cara do bem, as coisas fluem bem para você – conta Cássio, perguntado sobre o adversário.

Jaílson tem em casa o sentimento de retribuição às palavras de Cássio. Corintiana, a mãe do goleiro do Palmeiras é fã do goleiro do Corinthians. Nada se compara ao amor pelo filho, que leva na boa a questão, mas simboliza o respeito mútuo entre as partes.

A dupla também se assemelha no amor à camisa que veste. Aos 36 anos, Jaílson só começou a brilhar pelo Palmeiras em 2016, com a conquista do título brasileiro, mas é torcedor do clube desde a infância. Há quem faça coro por ele na Seleção Brasileira, mas ele prefere deixar claro onde é sua verdadeira casa.

– Eu sou um cara tranquilo, sossegado. Se tiver que ir para a Seleção, irei com o maior prazer, feliz para caramba. Mas o Palmeiras já é a minha seleção – afirmou Jaílson.

Cássio não é muito diferente. O goleiro chegou ao Timão no início de 2012 e tornou-se um dos maiores ídolos da história do clube, tendo conquistado praticamente todos os títulos possíveis desde o Paulista (duas vezes), a Libertadores e Mundial. É presença constante nas listas de Tite para a Seleção, briga por vaga na Copa, mas ficou fora da última convocação. Desânimo? Imagina. O Corinthians não deixa.

– Corinthians é minha casa, que abriu as portas para mim. No momento mais difícil, me deram a chance. Tenho muito respeito por todo mundo, pelas pessoas. Felizmente as pessoas que me trouxeram estão aqui agora de novo, o Andrés (Sanchez, presidente), Duílio (Monteiro Alves, diretor de futebol). Da minha parte vou estar sempre disposto a ajudar. Meu foco é aqui, vai sempre continuar sendo aqui. Lógico que tenho vontade e gostaria de ser convocado, estar na Copa, mas sei que minha chance aumenta se eu for bem aqui – avaliou o camisa 12 do Corinthians.

Os dois goleiros vivem grandes momentos, mas Cássio pode se dizer mais tranquilo. Ele foi herói da classificação do Corinthians defendendo duas cobranças de pênalti contra o São Paulo – Diego Souza e Liziero e o técnico Fábio Carille conta com ele nas duas finais. Já Roger Machado não pode dizer o mesmo. Jaílson também foi herói pegando a cobrança de Diogo Vitor na decisão por pênaltis contra o Santos na semifinal, mas só tem presença assegurada no primeiro jogo da final. Isso porque irá a julgamento na próxima terça-feira por acontecimentos do último Dérbi, quando o Corinthians venceu por 2 a 0 na Arena. O goleiro do Verdão foi expulso e após a partida fez duas críticas à arbitragem. Jogou a semifinal com efeito suspensivo.

De qualquer forma, neste sábado, na Arena Corinthians, haverá mais do que um duelo de grandes goleiros. Será o reencontro de amigos que representam todo o sentimento envolvido no Dérbi. Que vença o melhor.

Fonte: LANCE!Net

Galiotte revê “tabu” de Nobre ao cogitar abrir treino para agradar torcida

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O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, cogita fazer um treinamento de portões abertos para a torcida no Allianz Parque na próxima semana, antes da segunda partida da final do Campeonato Paulista contra o Corinthians, marcada para domingo (8). Ao fazer isso, ele revê um “tabu” da gestão de seu antecessor, Paulo Nobre, que rompeu com as torcidas organizadas alviverdes logo no primeiro ano de seu mandato e jamais cogitou abrir treinos.

Ao contrário de Nobre, Galiotte não mantém uma relação de antagonismo com as organizadas. O atual presidente, que assumiu o cargo no início do ano passado, promoveu uma reaproximação, mas sustenta que não oferece regalias e as trata sem diferenciação dos torcedores comuns.

A chance de abrir um treinamento no Allianz também é vista como uma forma de agradar toda a torcida do Palmeiras, e não apenas as uniformizadas. A hashtag #TreinoAbertoNoAllianz, promovida por palmeirenses, foi uma das mais mencionadas no Twitter ao longo da última quinta.

A diferença de tratamento em relação a Nobre é clara. O mandatário anterior, que presidiu o Palmeiras entre 2013 e 2016, rompeu com as organizadas logo em seu primeiro ano de mandato, após jogadores do Palmeiras terem sido agredidos em um aeroporto na Argentina depois de uma derrota para o Tigre, na Libertadores. Nobre cortou privilégios de ingressos, fechou qualquer tipo de diálogo e vetou até que os símbolos das torcidas aparecessem em fotos em canais oficiais do clube.

A possibilidade de abrir um treino no Allianz já nesta sexta-feira (30), véspera do primeiro jogo da final na Arena Corinthians, foi descartada pelo pouco tempo de preparação disponível e para não atrapalhar o cronograma já estabelecido, que previa treinamento na Academia de Futebol. Mesmo assim, a Mancha Alviverde, principal organizada palmeirense, se mobilizou para incentivar o time do lado de fora do CT, durante a atividade.

A realização de um treinamento aberto no Allianz Parque nunca havia sido seriamente cogitada na gestão Galiotte até então. No ano passado, também houve uma campanha para que a torcida pudesse comparecer a um treino antes do jogo decisivo com o Corinthians na reta final do Brasileirão, mas o pedido não foi atendido. Para que aconteça na semana que vem, dependerá de um acerto entre a diretoria e a comissão técnica.

Se no Palmeiras isso é novidade, o Corinthians tem adotado a prática de fazer treinos abertos à torcida antes de clássicos em seu estádio. O rival alviverde na decisão também vetou uma atividade do tipo já nesta sexta, mas, da mesma forma, abriu a possibilidade de fazê-la na próxima semana, antes do jogo de volta. A equipe alvinegra terá toda a semana livre para trabalhar antes da finalíssima, enquanto o Palmeiras tem compromisso pela Libertadores na terça (3), quando enfrenta o Alianza Lima no Allianz Parque.

Em clima de paz, Galiotte e Sanchez falam sobre ‘Dérbi do século’

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Uma final de Campeonato Paulista entre Palmeiras e Corinthians não deveria ser novidade. Porém, a última vez em que os dois times se enfrentaram na decisão estadual foi na edição de 1999, 19 anos atrás. As expectativas para o “Dérbi do século”, como tem sido chamado, são enormes, e foram confirmadas pelos presidentes Maurício Galiotte e Andrés Sanches nesta quinta-feira, em coletiva de imprensa concedida após Conselho Técnico realizado na Federação Paulista de Futebol.

“É o maior clássico do futebol brasileiro e a expectativa é de que teremos dois grandes jogos. Da nossa parte, tudo será feito para que não tenhamos problemas. Problemas estruturais, problemas ligados ao torcedor. Todas as providências serão tomadas para que não tenhamos violência, o que não nos leva a lugar nenhum. Ou ganha Palmeiras, ou ganha Corinthians. Que vença o melhor e que não tenhamos violência. Esta é nossa bandeira”, afirmou o palmeirense Galiotte.

“É um jogo de futebol. Palmeiras e Corinthians sempre se respeitaram, se respeitam, são duas grandes camisas nacionais. Não tem discussão, não tem briga. O Palmeiras será muito bem recebido na Arena, nós seremos muito bem recebidos no Allianz, e vamos mostrar para o futebol brasileiro a grandeza destes dois clubes”, completou Sanches.

Para o mandatário palmeirense, o longo período sem um Dérbi na final do Paulistão se explica em função do próprio crescimento da competição, que alcançou níveis mais competitivos e endureceu a disputa junto a times do interior. “Existem grandes clubes no futebol paulista. O Campeonato é muito competitivo e é comum que equipes do interior cheguem às finais, como Ponte Preta, Audax, Ituano, Novorizontino, Bragantino, entre outros. Depois de 19 anos, temos um grande clássico e esperamos fazer dois grandes jogos”.

Revelando suas perspectivas sobre a finalíssima, o corintiano não titubeou ao dizer que o rival é o grande favorito ao título. “É um grande clássico. Lá dentro são 11 contra 11, vai ganhar quem estiver melhor no dia, embora o Palmeiras seja favorito”. Em discordância, Galiotte, por sua vez, fez questão de reforçar que a questão do favoritismo parte apenas de Andrés.

Na última final disputada entre Palmeiras e Corinthians, em 1999, quem levou a melhor foi o time alvinegro, após duas partidas no Estádio do Morumbi. A primeira terminou com o placar de 3 a 0 para o Timão, enquanto a segunda terminou empatada em 2 a 2. Destaque para o jogo da volta, que ficou marcado pela confusão nos minutos finais da decisão, originada pelas famosas embaixadinhas do atacante Edílson, em provocação aos palmeirenses.

A final do Paulistão 2018 também será decidida a partir de dois confrontos. O primeiro será neste sábado, dia 31 de março, a partir das 16h30 (no horário de Brasília) na Arena Corinthians, em Itaquera. O segundo e derradeiro está marcado para às 16h do dia oito de abril, domingo, no Allianz Parque.

Fonte: Gazeta Esportiva

Herói no Palmeiras, Jaílson chegou a ser dispensado pelo clube

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Xodó do torcedor do Palmeiras desde 2016, Jaílson correu seríssimo risco de deixar o clube sem nem ter feito uma partida. Em dezembro de 2014, dois meses depois de ser contratado, o goleiro foi liberado para procurar um novo emprego. “O vínculo do Jaílson com o Palmeiras havia acabado e o dispensaram. Quando eu cheguei, no início de 2015, fui buscá-lo de volta”, relembra o diretor-executivo de futebol, Alexandre Mattos.

Jaílson desembarcou no Allianz Parque em outubro de 2014, para o lugar de Fernando Prass, que havia passado por cirurgia no cotovelo. Fábio e Deola não conseguiram substituí-lo à altura e o Verdão decidiu apostar em Jaílson, então com 33 anos, e reserva no Ceará. O clube cearense nem cobrou pela rescisão.

Porém, Jaílson nem entrou em campo em 2014. Prass acabou se recuperando, jogou as rodadas finais e foi decisivo na permanência do Palmeiras na primeira divisão do Brasileiro. Já Jaílson viu seu contrato se encerrar e foi avisado que não fazia parte dos planos para o próximo ano.

“O Palmeiras tinha 89 jogadores entre o fim de 2014 e início de 2015. Eu quis ficar com nove atletas, entre eles o Jaílson. Só que ele já estava se acertando com outro clube do Paulistão”, relembra Mattos. “O Paulo Nobre então me autorizou a trazê-lo de volta, conversei com o empresário do Jaílson e ele ficou”, emenda.

A vontade de manter um goleiro veterano, que nunca havia jogado uma partida da Série A, causou cornetadas à recém-chegada diretoria alviverde. “Mas eu já conhecia o Jaílson por enfrentá-lo. Eu estava no América-MG e ele jogava no Guaratinguetá. Tentei contratá-lo em 2009, mas não consegui”, relembra o diretor-executivo.

Porém, os obstáculos de Jaílson antes de alcançar o sucesso no Palmeiras não terminaram na virada do ano de 2015. Na primeira temporada com Nobre e Mattos, ele fez apenas um jogo oficial, contra o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil. Logo em seguida, se contundiu e teve de passar por cirurgia, voltando a ficar à disposição apenas em 2016.

Já Fernando Prass teve outra lesão com gravidade às vésperas da Olimpíada do Rio, em 2016. Seria a chance de Jaílson enfim ter uma sequência, mas o goleiro testado foi Vagner, que não se sustentou. Imediatamente, Cuca pediu a contratação de um goleiro. A diretoria, porém, bancou Jaílson antes de pensar em outro reforço para a posição.

Cuca concordou e Jaílson jogou 19 partidas do Brasileirão. Além de não perder, foi decisivo para o título nacional e acabou eleito o melhor goleiro do campeonato. “O maior mérito é do Jaílson, que soube esperar e está provando a cada dia seu valor. Mas o Cuca também teve seu papel ao dar oportunidades, assim como a diretoria que estava no Palmeiras em 2014, quando o contratou”, finaliza Mattos.

Fonte: Blog do Jorge Nicola

Felipe Melo reclama de falta de descanso antes da final do Paulistão

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Felipe Melo reclamou da falta de descanso que o Palmeiras terá de enfrentar antes do primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Após a classificação nos pênaltis na última terça-feira, o Verdão terá um dia a mais para se preparar para o primeiro jogo decisivo do Estadual, no entanto, o volante crê que o intervalo entre as duas importantes partidas não é suficiente.

“Se tratando de finais como essa, é complicado não ter um momento de descanso. Vai ser tiro curto. Temos uma final e logo em seguida dois jogos de Libertadores que podem definir a nossa classificação. Essa situação de falar do calendário não cabe a mim. Creio que tem que rever, principalmente para clubes que chegam em finais, em jogos importantes, como é o nosso caso”, afirmou Felipe Melo.

Apesar de insatisfeito, o “Pitbull”, como é carinhosamente apelidado pela torcida alviverde, garante que o obstáculo não pode ser usado como desculpa pelo Palmeiras. Desde 2008 sem conquistar o Campeonato Paulista, o time do técnico Roger Machado tem a primeira oportunidade do ano para corresponder às expectativas e confirmar o favoritismo que o cercará em todas as competições que vai disputar na atual temporada.

“Independentemente de quem chegar à final, se vai ser São Paulo ou Corinthians, é clássico e para quem quer chegar em uma final, tentar ser campeão, não tem essa situação física. Vamos dar o máximo”, prosseguiu.

Por fim, Felipe Melo também comentou sobre mais uma atuação segura do goleiro Jailson, que se firmou como titular absoluto desde que o novo treinador palmeirense desembarcou na Academia de Futebol. Responsável pela classificação do Verdão nos pênaltis, o camisa 42 foi exaltado por um dos medalhões do elenco.

“Ter uma proteção desde o ataque é muito bom para o Jailson. Claro que quando olhamos para trás e vemos que temos o Jailson, temos uma confiança a mais, e essa confiança acaba sendo recíproca, porque quando ele olha lá na frente e vê a gente lutando e brigando, ele também tem confiança”, concluiu Felipe Melo.

Fonte: Gazeta Esportiva